Vindo da Bolívia, pelo Titicaca, a primeira cidade peruana é Puno que foi construída na região noroeste do lago. Chegamos lá a noite e o ônibus nos deixou na porta do hostel. Nele mesmo já compramos um "pacote turístico" para o próximo dia, que incluía visita às Islas Flotantes e à Isla Taquile.
As Islas Flotantes (ilhas flutuantes) de Uros são bem conhecidas mundialmente e estão localizadas em uma região de baixa profundidade (2 metros) do lago Titicaca, onde cresce uma vegetação chamada Totora, usada para construir as ilhas, casas, utensílios e também como alimento (sim, comemos). Estávamos loucos para conhecê-las pessoalmente. Uma van nos apanhou no hotel e nos deixou no porto de Puno. Apanhamos uma embarcação que saiu em direção às 60 ilhas existentes, mas com o ojetivo de visitar somente uma delas.
Elas surgiram na época do império Inca, com a perseguição aos povos Uros, que se refugiaram no Titicaca pois os Incas não eram bons navegadores. Cada ilha dura aproximadamente 100 anos, mas precisam de manutenção constante já que o totora se decompõem. Elas ficam "ancoradas" entre 20 a 30 metros umas das outras, às margens de um canal de totoras.
Cada ilha tem algumas famílias vivendo, chegando a até 25 pessoas, e um presidente, que é a pessoa responsável pela administração da ilha, juntamente com sua esposa. As pessoas que vivem lá tem muitos problemas com reumatismo e artrite, devido a alta humidade, e por isso fazem suas casas um pouco mais elevadas sobre a ilha. Além da totora, as pessoas se alimentam também de pescado e de coisas cultivadas na pequena ilha, que tem uma espécie de lago no centro, para a criação de peixes, e algumas hortas ao lado de cada casinha. É uma vida comunitária, na qual trocam o que produzem e compram o que precisam com o dinheiro arrecadado com o turismo, que é hoje a segunda principal atividade.
E você percebe isso, pois quando chega lá as coisas já estão organizadas no formato de um passeio turístico, com tur pela ilha, visita às casas, apresentação dos costumes e técnicas utilizadas, venda de artesanato local e passeio de barco Totora (que eles chamam de mercedes benz). Apesar do lugar já ter incorporado esse ciclo turístico, vale muito a pena conhecê-lo!
Então, a partir deste lugar a embarcação cai com a cara no Titicaca, em uma viagem de três horas até a ilha Taquile. É uma viagem longa e a ilha é enorme. Chegando lá dá tempo somente de almoçar e ver alguns detalhes do local, da cultura e costumes daquela gente. Logo é preciso tomar o barco de volta pois a partir de certa hora fica perigoso navegar no Titicaca por causa dos ventos.
Foi um pouco frustrante a visita à ilha Taquile devido ao longo tempo de viagem para chegar (e voltar) nela e o pouco tempo para visitação. Deu só para ver um pouco das construções, e nos levaram para uma espécie de praça onde vendem artesanato e fazem uma apresentação aos turistas (não gosto de ser tratado como turista! ;-)). Depois fomos almoçar e logo em seguida já estava na hora de voltarmos, pois o barco precisa chegar antes de anoitecer. Muitos do grupo que estava conosco não gostaram quando souberam que não visitaríamos as ruínas da ilha, que dizem ser muito bonito, e queriam que o guia nos levasse lá. Até chegarem em um acordo sobre os perigos de ficar mais tempo lá já se passou mais de uma hora, resultado, fomos no último barco a deixar a ilha.
E o tempo começou a ficar feio, um temporal a nossa frente, com um tal de Titicaca de 280 metros de profundidade abaixo e as ondas que começaram a aumentar por causa do vento forte que soprava. E eu no teto do barquinho, sozinho, torcendo para que as ondas não o inundassem, pois contei somente 6 coletes salva-vidas, já estava fazendo planos de como seria nadar até a ilha mais próxima, com minha mochila nas costas e levando a Rafa junto... ;-) Coitado do capitão, que fazia uma força danada no leme do barco para mantê-lo a favor das ondas, algumas já passavam sobre a proa do barco. Derrepente o tempo começou a melhorar e aos poucos o lago ficou tranquilo, mas a noite chegou e ficou difícil navegar com um único farol sendo ligado poucas vezes para economizar bateria. Então chegamos, abaixo de chuva e na escuridão, sorte que havíamos levado uma lanterna, que ajudou muitos a sair do barco.
Assim nos despedimos do lindo Titicaca! Tudo isso faz parte da viagem e a deixa ainda mais marcante... Voltando para o hostel, logo em seguida partimos para Cusco na companhia do Jesse. Viajamos durante a noite toda, chegando lá antes do amanhecer, com festinha logo em seguida! ;-)
domingo, 10 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Um Dia de Sol em Copacabana
Copacabana é uma pacata cidadezinha construída na beira do Lago Titicaca, cujo nome está relacionado a um dos seus principais atrativos turísticos, a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, onde nos sábados ocorre uma cerimônia para abençoar os automóveis comprados pelos moradores. Demos sorte pois ficamos lá justamente no sábado e presenciamos os rituais. É dela que surgiu o nome do famoso bairro do Rio de Janeiro, cuja referência os Bolivianos adoram citar.
Depois de fotografar a cerimônia e a bonita igreja, somente por fora pois dentro é proibido (aliás, o altar é de impressionar, todo revestido em ouro), caminhamos pelas ruas da cidade para conhecê-la e observar o intenso movimento, principalmente de estrangeiros. Então, compramos a passagem para a cidade de Puno, no Peru, que é caminho para Cusco, mas tem coisas bem interessantes para visitar, como as Islas Flotantes e a Isla de Taquile.
Duas horas antes de sairmos, subimos o Cierro Calvário, onde foram construídas as 15 estações da via sacra, para observar a cidade e o lago, do topo da montanha. Chegar lá não é fácil, pois a subida é bastante íngreme e na grande altitude que se encontra cada passo é um verdadeiro martírio. É comum durante a subida ver pessoas passando mal ou paradas descansando. Chegando lá encontramos o amigo holandês Jesse.
Chegando no topo, a visão da bahia de Copacabana, com o grande lago azul a sua frente, compensa cada gota de suor da subida. Rendeu muitas boas fotos. Lá é possível ter uma visão de 360 graus, podendo observar desde as montanhas e ilhas, até a cidade e o lago.
Descer é fácil, então logo estávamos de volta na cidade para tomar o ônibus para Puno. Em aproximadamente 3 horas estávamos chegando na cidade peruana. Copacabana faz divisa com o Peru, assim, é necessário passar caminhando pela divisa e pegar o visto de saída da Bolívia e depois o de entrada no Peru, sem custos adicionais. Ainda no ônibus o pessoal da empresa de transportes nos ofereceu um hostel em Puno, por 25 soles pessoa/dia. Topamos, e eles nos deixaram na porta do excelente hostel América Inn. No próprio hostel fizemos câmbio de moeda e acabamos comprando o pacote para as Islas Flotantes e Taquile, saindo às 7h do outro dia. Nesse momento já deu para perceber como a diferença cambial menor torna as coisas mais caras no Peru, em relação à Bolívia.
Aqui começa uma nova etapa da viagem, cujo próximo desafio é chegar em Machupicchu. Caminhando... ;-)
Depois de fotografar a cerimônia e a bonita igreja, somente por fora pois dentro é proibido (aliás, o altar é de impressionar, todo revestido em ouro), caminhamos pelas ruas da cidade para conhecê-la e observar o intenso movimento, principalmente de estrangeiros. Então, compramos a passagem para a cidade de Puno, no Peru, que é caminho para Cusco, mas tem coisas bem interessantes para visitar, como as Islas Flotantes e a Isla de Taquile.
Duas horas antes de sairmos, subimos o Cierro Calvário, onde foram construídas as 15 estações da via sacra, para observar a cidade e o lago, do topo da montanha. Chegar lá não é fácil, pois a subida é bastante íngreme e na grande altitude que se encontra cada passo é um verdadeiro martírio. É comum durante a subida ver pessoas passando mal ou paradas descansando. Chegando lá encontramos o amigo holandês Jesse.
Chegando no topo, a visão da bahia de Copacabana, com o grande lago azul a sua frente, compensa cada gota de suor da subida. Rendeu muitas boas fotos. Lá é possível ter uma visão de 360 graus, podendo observar desde as montanhas e ilhas, até a cidade e o lago.
Descer é fácil, então logo estávamos de volta na cidade para tomar o ônibus para Puno. Em aproximadamente 3 horas estávamos chegando na cidade peruana. Copacabana faz divisa com o Peru, assim, é necessário passar caminhando pela divisa e pegar o visto de saída da Bolívia e depois o de entrada no Peru, sem custos adicionais. Ainda no ônibus o pessoal da empresa de transportes nos ofereceu um hostel em Puno, por 25 soles pessoa/dia. Topamos, e eles nos deixaram na porta do excelente hostel América Inn. No próprio hostel fizemos câmbio de moeda e acabamos comprando o pacote para as Islas Flotantes e Taquile, saindo às 7h do outro dia. Nesse momento já deu para perceber como a diferença cambial menor torna as coisas mais caras no Peru, em relação à Bolívia.
Aqui começa uma nova etapa da viagem, cujo próximo desafio é chegar em Machupicchu. Caminhando... ;-)
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A Trilha que Corta a Isla del Sol
Pensamos em fazer essa trilha (de norte a sul) como um treinamento para encarar o Salkantay, no rumo de Machu Picchu. Após o desayuno (café da manhã) acordamos o Jesse para colocar o pé na trilha. Os argentinos não toparam encarar essa (só o Leo queria) e seguiram para a parte sul de barco.
O começo da trilha é difícil, pois é preciso subir uma montanha de uns 300 metros, em meio a aldeia Yumani, até chegar na trilha. Imagine isso na altitude de 4.000 metros e com um mochilão nas costas! O coração quase salta do peito... ;-) Mas depois de chegar ao topo da montanha tudo fica tranquilo, é necessário apenas manter a passada e aproveitar a companhia do lago Titicaca nos saudando dos dois lados. Cada paisagem de tirar o fôlego e, é claro, muitas fotos. Por falar nisso, o fotômetro já bateu em 1367... ;-)
No meio da trilha cruzamos um casal de nativos cobrando o pedágio de 15 Bs. Ok, eles estão vivendo de turismo também...
Chegamos na aldeia do lado sul às 13h. Encontramos um casal de uruguaios procurando um local para almoçar e decidimos também parar para comer. Logo encontramos um lugarzinho, com uma vista incrível para o Titicaca, e descansamos as mochilas ali. Eu queria comer pasta, pois a trilha tinha nos consumido, e pedi uma pasta com tomate, conforme dizia a carta. Veio um prato de sopa de quinua, um prato de massa e outro com tomates fatiados! Ok, eu estava mesmo com muita fome... :-) A Rafa e o Jesse pediram pizza de tomate, que chegou exatamente como eles imaginavam! ;-)
Depois do almoço descemos a montanha até o pier para pegar o barco de volta a Copacabana. O barco estava lotado! No meio do caminho paramos no Templo del Sol para conhecê-lo e tirar umas fotos. Então seguimos para o continente. Havia uma mistura de gente de toda a parte do mundo no barco, foi engraçado ver todo mundo conversando, um pouco em inglês outro em qualquer outra língua.
A Bolívia é realmente um lugar muito atraente para mochileiros de todo o mundo, por suas belezas naturais, diversidades, cultura e, principalmente, por ser um lugar muito barato. No Hostel Sonia (recomendadíssimo), que ficamos em Copacabana, muito limpo e com banheiro privado, pagamos 25 Bs por pessoa/dia, o que equivale a aproximadamente 7 reais. A noite jantamos em um restaurante bem típico, com ótima comida, a 25 Bs, comida vegetariana é mais barata! ;-) Um taxi em La Paz custa em torno de 10 Bs.
Vale muito a pena passar férias nesse país!
O começo da trilha é difícil, pois é preciso subir uma montanha de uns 300 metros, em meio a aldeia Yumani, até chegar na trilha. Imagine isso na altitude de 4.000 metros e com um mochilão nas costas! O coração quase salta do peito... ;-) Mas depois de chegar ao topo da montanha tudo fica tranquilo, é necessário apenas manter a passada e aproveitar a companhia do lago Titicaca nos saudando dos dois lados. Cada paisagem de tirar o fôlego e, é claro, muitas fotos. Por falar nisso, o fotômetro já bateu em 1367... ;-)
No meio da trilha cruzamos um casal de nativos cobrando o pedágio de 15 Bs. Ok, eles estão vivendo de turismo também...
Chegamos na aldeia do lado sul às 13h. Encontramos um casal de uruguaios procurando um local para almoçar e decidimos também parar para comer. Logo encontramos um lugarzinho, com uma vista incrível para o Titicaca, e descansamos as mochilas ali. Eu queria comer pasta, pois a trilha tinha nos consumido, e pedi uma pasta com tomate, conforme dizia a carta. Veio um prato de sopa de quinua, um prato de massa e outro com tomates fatiados! Ok, eu estava mesmo com muita fome... :-) A Rafa e o Jesse pediram pizza de tomate, que chegou exatamente como eles imaginavam! ;-)
Depois do almoço descemos a montanha até o pier para pegar o barco de volta a Copacabana. O barco estava lotado! No meio do caminho paramos no Templo del Sol para conhecê-lo e tirar umas fotos. Então seguimos para o continente. Havia uma mistura de gente de toda a parte do mundo no barco, foi engraçado ver todo mundo conversando, um pouco em inglês outro em qualquer outra língua.
A Bolívia é realmente um lugar muito atraente para mochileiros de todo o mundo, por suas belezas naturais, diversidades, cultura e, principalmente, por ser um lugar muito barato. No Hostel Sonia (recomendadíssimo), que ficamos em Copacabana, muito limpo e com banheiro privado, pagamos 25 Bs por pessoa/dia, o que equivale a aproximadamente 7 reais. A noite jantamos em um restaurante bem típico, com ótima comida, a 25 Bs, comida vegetariana é mais barata! ;-) Um taxi em La Paz custa em torno de 10 Bs.
Vale muito a pena passar férias nesse país!
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Atravessando o Titicaca até a Isla del Sol
Assim que chegamos em Copacabana, e encontramos um hostel para passarmos a noite, saímos para jantar uma pizza e comprar os tíquetes para a Isla del Sol. Às 8h da manhã seguinte fomos até o pier no lago Titicaca e tomamos um barco para a ilha. Nos impressionamos com a beleza do grande lago azul, o lago navegável mais alto do mundo!
Logo na entrada conhecemos o Jesse Schrama, um holandês gente boa, de 22 anos, que está viajando sozinho e ficará 9 meses perambulando por vários países da América do Sul. O Jesse está aprendendo espanhol, mas prefere conversar em inglês ou dutch, que só a Rafa entende. Ele está sendo uma ótima companhia e estamos desenferrujando o nosso inglês!
Até a ilha eu fui sob o teto do barco para tirar boas fotos, e lá conheci também 4 argentinos gente boa que estavam viajando meio sem rumo como nós, o Elvio Monasterolo, Leandro Terny, Leonardo Pelizari e o Julian Rana. O Elvio (el loco) tinha, há uns 4 dias, acabado de fazer o caminho de Coroico, como nós, porém de bicicleta junto com o Leo. Em uma curva ele freiou e passou reto, caiu uns 60 metros de altura em um precipício que tinha centenas de metros. Sobreviveu porque conseguiu se agarrar em um galho de árvore, mas quebrou várias costelas e se machucou todo. Por isso chamei ele de El Loco!
Desembarcamos na parte norte da ilha. Nosso objetivo era fazer a trilha de aproximadamente 3 horas, que corta a ilha até o sul, e voltar a Copacabana no outro dia. O Jesse também queria fazer essa trilha conosco, mas conversando com nativos decidimos ficar curtindo o lado norte naquele dia, conhecer todos os locais sagrados e caminhar até o sul no outro dia. Acabamos ficando todos (nós, Jesse e os argentinos) no mesmo hostel, do guia Jose.
A tarde o Jose nos levou a todos aos locais sagrados, mais ao norte da ilha, uma boa caminhada. Visitamos o Museo de Oro, passamos pela Pisada del Sol e assistimos ao pôr do sol sobre o templo Chincana, que fica próximo da Roca Sagrada (Wiracocha) e do Titicarca (el puma en la roca). Para fechar o dia o Jose nos serviu uma sopa de Quinua. Nesse momento acabou a luz na ilha e ficamos conversando à luz de lanternas. Acabamos indo dormir cedo, sem banho, pois logo acabou também a água...
A ilha é um lugar especial. Você convive com os nativos Yumani, que continuam vivendo da agricultura e pesca, como seus antepassados, cultivando suas tradições e costumes. Vida simples, sem muitos confortos, em meio à natureza um pouco hostil dos 4.000 metros de altitude, mas cercados pelo Titicaca e muitas belezas. A diferença é que agora eles sobrevivem também de turismo. É muito bom passar um tempo lá para perceber que precisamos de muito pouco para viver, com felicidade e saúde! Totalmente desaconselhável para pessoas chatas e/ou exigentes! ;-)
Logo na entrada conhecemos o Jesse Schrama, um holandês gente boa, de 22 anos, que está viajando sozinho e ficará 9 meses perambulando por vários países da América do Sul. O Jesse está aprendendo espanhol, mas prefere conversar em inglês ou dutch, que só a Rafa entende. Ele está sendo uma ótima companhia e estamos desenferrujando o nosso inglês!
Até a ilha eu fui sob o teto do barco para tirar boas fotos, e lá conheci também 4 argentinos gente boa que estavam viajando meio sem rumo como nós, o Elvio Monasterolo, Leandro Terny, Leonardo Pelizari e o Julian Rana. O Elvio (el loco) tinha, há uns 4 dias, acabado de fazer o caminho de Coroico, como nós, porém de bicicleta junto com o Leo. Em uma curva ele freiou e passou reto, caiu uns 60 metros de altura em um precipício que tinha centenas de metros. Sobreviveu porque conseguiu se agarrar em um galho de árvore, mas quebrou várias costelas e se machucou todo. Por isso chamei ele de El Loco!
Desembarcamos na parte norte da ilha. Nosso objetivo era fazer a trilha de aproximadamente 3 horas, que corta a ilha até o sul, e voltar a Copacabana no outro dia. O Jesse também queria fazer essa trilha conosco, mas conversando com nativos decidimos ficar curtindo o lado norte naquele dia, conhecer todos os locais sagrados e caminhar até o sul no outro dia. Acabamos ficando todos (nós, Jesse e os argentinos) no mesmo hostel, do guia Jose.
A tarde o Jose nos levou a todos aos locais sagrados, mais ao norte da ilha, uma boa caminhada. Visitamos o Museo de Oro, passamos pela Pisada del Sol e assistimos ao pôr do sol sobre o templo Chincana, que fica próximo da Roca Sagrada (Wiracocha) e do Titicarca (el puma en la roca). Para fechar o dia o Jose nos serviu uma sopa de Quinua. Nesse momento acabou a luz na ilha e ficamos conversando à luz de lanternas. Acabamos indo dormir cedo, sem banho, pois logo acabou também a água...
A ilha é um lugar especial. Você convive com os nativos Yumani, que continuam vivendo da agricultura e pesca, como seus antepassados, cultivando suas tradições e costumes. Vida simples, sem muitos confortos, em meio à natureza um pouco hostil dos 4.000 metros de altitude, mas cercados pelo Titicaca e muitas belezas. A diferença é que agora eles sobrevivem também de turismo. É muito bom passar um tempo lá para perceber que precisamos de muito pouco para viver, com felicidade e saúde! Totalmente desaconselhável para pessoas chatas e/ou exigentes! ;-)
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Tiwanaku - Uma das mais Antigas Civilizações das Américas
A quarta-feira começou cedo, quando fizemos checkout no Loki e seguimos para a agência que contratamos (Diana Turismo) para nos levar a Tiwanaku. Nossa guia foi a Tereza, uma boliviana que dava explicações em inglês e espanhol "ao mesmo tempo", com conhecimento profundo sobre o lugar e sua história. Contratar uma agência vale muito a pena pois estaremos visitando um sítio arqueológico e o guia te dará uma aula de história e cultura que você não terá se for por conta própria.
O sítio de Tiwanaku ainda está sendo escavado e pode esconder muita história, mas o que se pode ver lá é como viveu uma civilização há mais de 3.500 anos atrás, que incorporou outras duas civilizações vizinhas que viviam no Altiplano Andino e influenciou todas as outras que vieram depois, inclusive os Incas.
Apesar de vários saques que ocorreram na época da colonização da américa, muita coisa foi recuperada, incluindo as ruínas, monolitos, totens, cerâmicas, símbolos, etc. O mais interessante é conhecer as tecnologias que eram utilizadas naquela época e as orientações astronômicas, assim como a influência do sol, lua, solstícios e equinócios, em todas as construções.
Sem dúvida um passeio obrigatório para qualquer pessoa que visite a Bolívia...
Voltando a La Paz, pegamos um minibus para Copacabana às 17h, na frente do cemitério, chegando lá às 21h30. Durante o trajeto temos que atravessar o lago Titicaca em uma balsa. Na verdade, o minibus atravessa na balsa e as pessoas em um barquinho. O barquinho chegará a Tiquina antes da balsa, mas não se preocupe que ela também chegará, mesmo se demorar um pouco. É preciso prestar atenção no minibus pois atravessa somente um por vez, sua bagagem estará nele e você precisará embarcar novamente para chegar a Capacabana.
Copacabana tem alguns atrativos turístico, mas o principal dele é a Isla del Sol.
O sítio de Tiwanaku ainda está sendo escavado e pode esconder muita história, mas o que se pode ver lá é como viveu uma civilização há mais de 3.500 anos atrás, que incorporou outras duas civilizações vizinhas que viviam no Altiplano Andino e influenciou todas as outras que vieram depois, inclusive os Incas.
Apesar de vários saques que ocorreram na época da colonização da américa, muita coisa foi recuperada, incluindo as ruínas, monolitos, totens, cerâmicas, símbolos, etc. O mais interessante é conhecer as tecnologias que eram utilizadas naquela época e as orientações astronômicas, assim como a influência do sol, lua, solstícios e equinócios, em todas as construções.
Sem dúvida um passeio obrigatório para qualquer pessoa que visite a Bolívia...
Voltando a La Paz, pegamos um minibus para Copacabana às 17h, na frente do cemitério, chegando lá às 21h30. Durante o trajeto temos que atravessar o lago Titicaca em uma balsa. Na verdade, o minibus atravessa na balsa e as pessoas em um barquinho. O barquinho chegará a Tiquina antes da balsa, mas não se preocupe que ela também chegará, mesmo se demorar um pouco. É preciso prestar atenção no minibus pois atravessa somente um por vez, sua bagagem estará nele e você precisará embarcar novamente para chegar a Capacabana.
Copacabana tem alguns atrativos turístico, mas o principal dele é a Isla del Sol.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Uma Viajem a Coroico pela Rota Antiga
Ir de La Paz para Coroico é uma mudança e tanto. Saímos de 3.600 metros de altitude até o Cumbre, que fica a 4.600m, e depois descemos a 1.200m no pé da cordilheira, subindo novamente para 1.600m. A aventura começou quando fomos contratar a van para nos levar até lá. Todo mundo quer te vender a viagem, e começam a fazer ofertas, oferecer vantagens e discutir na sua frente. A confusão é tanta que você acaba fechando com o que gritar mais alto! :-)
Demos sorte pois o motorista que contratamos conhecia o caminho há mais de 10 anos e, por esse motivo, nos perguntou se queríamos passar pela rota antiga (a nova estrada foi liberada há dois anos), o lendário caminho da morte. Não é qualquer novato que topa fazer esse caminho, e o nosso motorista, mesmo com toda a sua experiência, se benzeu três vezes antes de entrar na estrada. E mais algumas vezes durante a ida, ao avistar certas curvas... :-)
A paisagem é uma loucura, cortando a Cordilheira dos Andes por uma estradinha antiga, de chão batido e pedregulho, onde em sua maior parte só passa um veículo. De um lado um paredão de pedras e do outro um abismo de centenas de metros de altura. Em alguns momentos parece que você está voando, em outros parece que irá despencar. Montanha russa para que? Demos sorte de não encontrar com nenhum outro veículo, rifando quem ficaria do lado do paredão e quem ficaria no abismo, pois hoje em dia ninguém mais é louco de passar por esse caminho, já que existe uma nova estrada muito mais segura. Ninguém?
Durante o trajeto eu ficava tentando imaginar como era antigamente, quando todos (até caminhões) eram obrigados a passar por lá. Tem muitas cruzes e lápides ao longo do caminho, o que indica que nem todos chegavam ao seu destino. O Max fez o trajeto na carroceria de um caminhão, quando criança, e eu só queria estar descendo de bicicleta naquele momento. Por falar nisso, há várias agências que oferecem esse passeio de bicicleta (custa entre 60 e 100 dólares), mas o ciclista tem que se preparar para enfrentar o frio da descida, dos 4.600m para os 1.200m em 4 horas.
Chegando em Coroico, é só curtir um povoado antigo de oito mil habitantes, que fica encravado na montanha, com vista para o vale e os Andes. Lá há várias pousadas e hotéis que são excelentes para quem quer desacelerar a vida e passar uns dias descansando.
Sem dúvidas o trajeto mais... digamos... excitante que fizemos! ;-)
Demos sorte pois o motorista que contratamos conhecia o caminho há mais de 10 anos e, por esse motivo, nos perguntou se queríamos passar pela rota antiga (a nova estrada foi liberada há dois anos), o lendário caminho da morte. Não é qualquer novato que topa fazer esse caminho, e o nosso motorista, mesmo com toda a sua experiência, se benzeu três vezes antes de entrar na estrada. E mais algumas vezes durante a ida, ao avistar certas curvas... :-)
A paisagem é uma loucura, cortando a Cordilheira dos Andes por uma estradinha antiga, de chão batido e pedregulho, onde em sua maior parte só passa um veículo. De um lado um paredão de pedras e do outro um abismo de centenas de metros de altura. Em alguns momentos parece que você está voando, em outros parece que irá despencar. Montanha russa para que? Demos sorte de não encontrar com nenhum outro veículo, rifando quem ficaria do lado do paredão e quem ficaria no abismo, pois hoje em dia ninguém mais é louco de passar por esse caminho, já que existe uma nova estrada muito mais segura. Ninguém?
Durante o trajeto eu ficava tentando imaginar como era antigamente, quando todos (até caminhões) eram obrigados a passar por lá. Tem muitas cruzes e lápides ao longo do caminho, o que indica que nem todos chegavam ao seu destino. O Max fez o trajeto na carroceria de um caminhão, quando criança, e eu só queria estar descendo de bicicleta naquele momento. Por falar nisso, há várias agências que oferecem esse passeio de bicicleta (custa entre 60 e 100 dólares), mas o ciclista tem que se preparar para enfrentar o frio da descida, dos 4.600m para os 1.200m em 4 horas.
Chegando em Coroico, é só curtir um povoado antigo de oito mil habitantes, que fica encravado na montanha, com vista para o vale e os Andes. Lá há várias pousadas e hotéis que são excelentes para quem quer desacelerar a vida e passar uns dias descansando.
Sem dúvidas o trajeto mais... digamos... excitante que fizemos! ;-)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Mochilada em La Paz
A melhor forma de conhecer um lugar é caminhar, e foi o que fizemos no segundo dia em La Paz. Saímos do Loki Hostel de manhã bem cedo. O Loki é um hostel para mochileiros, simples, barato, limpo e seguro, frequentado por pessoas de todas a partes do mundo, onde encontramos também vários brasileiros.
O Max nos levou a vário lugares interessantes da cidade, começando pela Calle Jaen, onde há vários museus, que infelizmente estavam fechados na segunda-feira. Mas como estávamos com nosso amigo, boliviano nato, conhecemos várias estórias, lendas e fatos históricos dos locais por onde passamos, uma aula e tanto!
Então encontramos aberto o Museu Musef. Já valeu a caminhada. Ele relata boa parte da cultura boliviana, através de elementos como máscaras, tecidos, cerâmicas, penas, rituais e costumes daquele povo. É impressionante como há ainda hoje uma cultura muito forte e marcante, que pouco sofreu influências modernas globais. Suas tradições ainda estão preservadas.
Saindo do museu fomos em um quiosque e provamos o api rojo (bebida quente feita de milho) e um pastel de queso. Na ida para a Plaza Murillo, onde se encontram o Palacio Quemado (presidencial), o Palacio Legislativo e a catedral, encontramos vários policiais preparados para fechar as ruas, pois é lá o lugar onde as manifestações públicas mais acontecem. Depois fomos para a Plaza do Monolito, uma réplica de um templo de Tiwanaku, que fica em frente ao estádio de futebol mais temido pelos brasileiros, o Ernando Siles.
Caminhamos muito até chegar em um mirante onde pudemos admirar o majestoso Illimani, uma montanha nevada de mais de 6.700 metros de altura, que fica na cordilheira oriental. Ele pode ser visto de praticamente qualquer lugar da cidade, mas encontrar um lugar para tirar boas fotos vale a caminhada.
Depois de almoçar empanadas, subimos o morro e fomos caminhar por algumas ruas temáticas de La Paz, a primeira foi a Calle Llampu, onde se comercializam roupas, depois a Calle Salmón, com seus eletrodomésticos, passamos pela Calle Liñares, com eletrônicos de todo o tipo (me arrependi de ter comprado memórias e baterias no Brasil, pois é muito mais barato), mas tem que abrir o olho com produtos falsificados. Então chegamos na Calle Sagarnaga, a rua que precisávamos ir para comprar o restante do equipamento que faltava para seguirmos nossa viagem e encararmos o Salkantay. Uma rua que vale a pena visitar é onde fica o Mercado de las Brujas, com las Cholas vendendo artesanatos, feitiços, conselhos e outras coisas místicas.
Próximo destino, Coroico, El camino de la muerte...
O Max nos levou a vário lugares interessantes da cidade, começando pela Calle Jaen, onde há vários museus, que infelizmente estavam fechados na segunda-feira. Mas como estávamos com nosso amigo, boliviano nato, conhecemos várias estórias, lendas e fatos históricos dos locais por onde passamos, uma aula e tanto!
Então encontramos aberto o Museu Musef. Já valeu a caminhada. Ele relata boa parte da cultura boliviana, através de elementos como máscaras, tecidos, cerâmicas, penas, rituais e costumes daquele povo. É impressionante como há ainda hoje uma cultura muito forte e marcante, que pouco sofreu influências modernas globais. Suas tradições ainda estão preservadas.
Saindo do museu fomos em um quiosque e provamos o api rojo (bebida quente feita de milho) e um pastel de queso. Na ida para a Plaza Murillo, onde se encontram o Palacio Quemado (presidencial), o Palacio Legislativo e a catedral, encontramos vários policiais preparados para fechar as ruas, pois é lá o lugar onde as manifestações públicas mais acontecem. Depois fomos para a Plaza do Monolito, uma réplica de um templo de Tiwanaku, que fica em frente ao estádio de futebol mais temido pelos brasileiros, o Ernando Siles.
Caminhamos muito até chegar em um mirante onde pudemos admirar o majestoso Illimani, uma montanha nevada de mais de 6.700 metros de altura, que fica na cordilheira oriental. Ele pode ser visto de praticamente qualquer lugar da cidade, mas encontrar um lugar para tirar boas fotos vale a caminhada.
Depois de almoçar empanadas, subimos o morro e fomos caminhar por algumas ruas temáticas de La Paz, a primeira foi a Calle Llampu, onde se comercializam roupas, depois a Calle Salmón, com seus eletrodomésticos, passamos pela Calle Liñares, com eletrônicos de todo o tipo (me arrependi de ter comprado memórias e baterias no Brasil, pois é muito mais barato), mas tem que abrir o olho com produtos falsificados. Então chegamos na Calle Sagarnaga, a rua que precisávamos ir para comprar o restante do equipamento que faltava para seguirmos nossa viagem e encararmos o Salkantay. Uma rua que vale a pena visitar é onde fica o Mercado de las Brujas, com las Cholas vendendo artesanatos, feitiços, conselhos e outras coisas místicas.
Próximo destino, Coroico, El camino de la muerte...
domingo, 3 de outubro de 2010
La Paz - A Cidade dos Paceños
Chegamos em La Paz na manhã do domingo, o sol nem havia nascido ainda. Estava muito frio, abaixo de zero, e ainda no ônibus tivemos que fazer uma operação para vestir o restante das roupas que tínhamos nas mochilas. Em Cochabamba conseguimos conversar com o nosso amigo Max Glaser, que foi nos buscar, juntamente com a Claudia Chavez, no terminal de buses em La Paz em torno de 6h. Então fomos para o apartamento do Max onde pudemos tomar um banho e provar um chá quente, para começar a acostumar o organismo com a altitude.
Ainda pela manhã fomos fazer um passeio turístico pela parte central da cidade, com aqueles tradicionais ônibus panorâmicos (vale muito a pena). Então deu para começar a entender porque a cidade tem esse nome. Os paceños, como são chamados quem nasce em La Paz, são muito tranquilos, vivem uma vida gostosa, sem pressa, e sem violência ou maldade, numa cidade que é diferente de qualquer outra que conheci.
La Paz fica em um vale, cercada de montanhas por todos os lados, e sua altitude varia entre 3.000 e 4.000 metros, talvez por isso as pessoas sejam calmas, pois não dá para correr em um lugar assim. É ela que divide o altiplano andino e a cordilheira andina oriental, um espetáculo! Clima de deserto, durante o dia a temperatura é agradável, entre 14º a 24º, e a noite zera.
Durante a tarde pegamos o mesmo ônibus turístico para fazer a outra parte do passeio, no lado sul e baixo da cidade, a 3000 metros. Um dos momentos desse passeio é uma visita ao Vale de La Luna, que, como o nome sugere, tem uma paisagem totalmente "extraterrestre", com erosões formadas pela ação dos ventos e chuvas.
À noite a cidade é um espetáculo a parte, parece que tem um cinturão de estrelas ao redor dela, devido aos paredões (montanhas) totalmente tomados por casas. São espécies de favelas, mas sem o estigma e a violência que elas tem para nós brasileiros. O engraçado disso é que a melhor vista da cidade está justamente com a população mais pobre que mora nos paredões, enquanto a população de mais alta renda se concentra no vale.
Sem dúvidas uma cidade que dá vontade de morar e vale uma visita mais prolongada...
Ainda pela manhã fomos fazer um passeio turístico pela parte central da cidade, com aqueles tradicionais ônibus panorâmicos (vale muito a pena). Então deu para começar a entender porque a cidade tem esse nome. Os paceños, como são chamados quem nasce em La Paz, são muito tranquilos, vivem uma vida gostosa, sem pressa, e sem violência ou maldade, numa cidade que é diferente de qualquer outra que conheci.
La Paz fica em um vale, cercada de montanhas por todos os lados, e sua altitude varia entre 3.000 e 4.000 metros, talvez por isso as pessoas sejam calmas, pois não dá para correr em um lugar assim. É ela que divide o altiplano andino e a cordilheira andina oriental, um espetáculo! Clima de deserto, durante o dia a temperatura é agradável, entre 14º a 24º, e a noite zera.
Durante a tarde pegamos o mesmo ônibus turístico para fazer a outra parte do passeio, no lado sul e baixo da cidade, a 3000 metros. Um dos momentos desse passeio é uma visita ao Vale de La Luna, que, como o nome sugere, tem uma paisagem totalmente "extraterrestre", com erosões formadas pela ação dos ventos e chuvas.
À noite a cidade é um espetáculo a parte, parece que tem um cinturão de estrelas ao redor dela, devido aos paredões (montanhas) totalmente tomados por casas. São espécies de favelas, mas sem o estigma e a violência que elas tem para nós brasileiros. O engraçado disso é que a melhor vista da cidade está justamente com a população mais pobre que mora nos paredões, enquanto a população de mais alta renda se concentra no vale.
Sem dúvidas uma cidade que dá vontade de morar e vale uma visita mais prolongada...
sábado, 2 de outubro de 2010
Bienvenidos a Cochabamba
Chegamos em Cochabamba após muitas decolagens e aterrissagens! Nossa, foram duas conexões (São Paulo e Buenos Aires) e mais duas escalas (Asunción e Santa Cruz de La Sierra). Só vale a pena encarar uma dessas se for uma viagem com milhas, como é o nosso caso! :-) Somando-se a isso muita turbulência, é claro que a Rafa teve enjoos (os detalhes só poderemos contar pessoalmente depois...)!
O lado bom dos enjoos da Rafa é que passamos voando pela imigração na chegada, na frente de idosos, grávidas e crianças. O guarda nem olhou direito os passaportes e tratou logo de carimbá-los. Nem inspeção de bagagem teve... ;-)
Para completar uma boa viagem, ao nosso estilo, decidimos mudar o roteiro quando chegamos em Buenos Aires (estava muito frio lá). Não vamos ficar em Cochabamba (cujas montanhas são lindas) hoje, iremos direto para La Paz. Como voltaremos aqui no último dia, iremos aproveitar para visitar o que der.
E olha nós aproveitando a madrugada fria de Buenos Aires. Teremos mais uma noite gelada de buses até La Paz, precisamos dormir... ;-)
Que les vayan bien!
O lado bom dos enjoos da Rafa é que passamos voando pela imigração na chegada, na frente de idosos, grávidas e crianças. O guarda nem olhou direito os passaportes e tratou logo de carimbá-los. Nem inspeção de bagagem teve... ;-)
Para completar uma boa viagem, ao nosso estilo, decidimos mudar o roteiro quando chegamos em Buenos Aires (estava muito frio lá). Não vamos ficar em Cochabamba (cujas montanhas são lindas) hoje, iremos direto para La Paz. Como voltaremos aqui no último dia, iremos aproveitar para visitar o que der.
E olha nós aproveitando a madrugada fria de Buenos Aires. Teremos mais uma noite gelada de buses até La Paz, precisamos dormir... ;-)
Que les vayan bien!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Checklist de Equipamentos
Como havíamos prometido, publicarmos uma lista dos acessórios que é preciso levar em uma viagem como esta. Nesse momento é preciso entender que equipamento é investimento e fará toda a diferença quando você estiver no meio do nada, com uma mochila cheia nas costas. A começar então por ela, a mochila...
Escolha uma boa mochila, que tenha o tamanho compatível com o seu corpo e com o volume que pretende levar. Proteção contra a chuva é indispensável, você não vai querer que uma chuva molhe tudo o que carrega, certo? Existem mochilas impermeáveis e outras com capa de chuva, ambas funcionam bem. Proteção para as costas fará a diferença quando você estiver sob sol, suando, após horas de caminhada, então, escolha uma acolchoada, com barras de sustentação e que permita várias regulagens.
Vestuário
Objetos de higiene, acrescente os seus, mas os indispensáveis são: Sabonete, toalha (de preferência uma superabsorvente pois poupará volume e peso), escova e pasta de dentes, protetor solar, lenços umedecidos (acredite, fará a diferença), papel higiênico (trilha), shampoo.
Cuidados e primeiros socorros: Repelente, band-aid, mertiolate, algodão, esparadrapo, atadura, remédios dores de cabeça, diarréia, enjoo, dores em geral), cortador de unha (depende do tempo), lenço de papel, purificador de água, comidas energéticas (castanhas, barrinhas, frutas secas, doces, etc.), para o mal da altitude sorojchi pills.
Equipamentos e Eletrônicos
Não esqueça dos documentos (passaporte, identidade, cartão de crédito, carteirinha de vacinação, etc.
E lembre-se sempre do peso e volume que irá carregar por horas e dias...
Escolha uma boa mochila, que tenha o tamanho compatível com o seu corpo e com o volume que pretende levar. Proteção contra a chuva é indispensável, você não vai querer que uma chuva molhe tudo o que carrega, certo? Existem mochilas impermeáveis e outras com capa de chuva, ambas funcionam bem. Proteção para as costas fará a diferença quando você estiver sob sol, suando, após horas de caminhada, então, escolha uma acolchoada, com barras de sustentação e que permita várias regulagens.
Vestuário
- Annorak impermeável (para usar na chuva e cortar o vento)
- Calça impermeável (para usar na chuva)
- Calça 2 em 1 (com zíper para virar bermuda)
- Agasalho de fleece (isolante térmico e aquecimento)
- Segunda pele superior e inferior (retira a umidade do corpo e aquece)
- Camisetas dry-fit manga longa e curta (transporta a umidade do corpo para fora, é leve, tem pouco volume e pode ser usada por alguns dias sem ficar com mau cheiro)
- Roupas íntimas
- Luvas
- Botas para caminhadas (preferência gore-tex)
- Sandália para caminhadas (usar onde for possível pois manterá os pés secos)
- Meia com tecnologia Coolmax (mantém os pés secos)
- Boné ou chapéu
Objetos de higiene, acrescente os seus, mas os indispensáveis são: Sabonete, toalha (de preferência uma superabsorvente pois poupará volume e peso), escova e pasta de dentes, protetor solar, lenços umedecidos (acredite, fará a diferença), papel higiênico (trilha), shampoo.
Cuidados e primeiros socorros: Repelente, band-aid, mertiolate, algodão, esparadrapo, atadura, remédios dores de cabeça, diarréia, enjoo, dores em geral), cortador de unha (depende do tempo), lenço de papel, purificador de água, comidas energéticas (castanhas, barrinhas, frutas secas, doces, etc.), para o mal da altitude sorojchi pills.
Equipamentos e Eletrônicos
- Canivete multifunções
- Pochete
- GPS (depende da situação)
- Isqueiro
- Lanterna
- Máquina fotográfica com boa memória e cabos
- Pilhas recarregáveis e recarregador
- Papel e caneta
- Doleira (se levar bastante dinheiro em espécie)
- Sacos plásticos para roupas sujas
- Sacos impermeáveis comida, roupas, etc.
- Celular e carregador
- Garrafa de água
- Óculos de sol
- Saco de dormir e isolante térmico (depende do caso)
- Bastão de caminhada (se for caminhar muito sua coluna agradecerá)
- Cobertor de emergência (alumínio)
Não esqueça dos documentos (passaporte, identidade, cartão de crédito, carteirinha de vacinação, etc.
E lembre-se sempre do peso e volume que irá carregar por horas e dias...
Postado por
Jean Ferri
às
18:18
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