A quarta-feira começou cedo, quando fizemos checkout no Loki e seguimos para a agência que contratamos (Diana Turismo) para nos levar a Tiwanaku. Nossa guia foi a Tereza, uma boliviana que dava explicações em inglês e espanhol "ao mesmo tempo", com conhecimento profundo sobre o lugar e sua história. Contratar uma agência vale muito a pena pois estaremos visitando um sítio arqueológico e o guia te dará uma aula de história e cultura que você não terá se for por conta própria.
O sítio de Tiwanaku ainda está sendo escavado e pode esconder muita história, mas o que se pode ver lá é como viveu uma civilização há mais de 3.500 anos atrás, que incorporou outras duas civilizações vizinhas que viviam no Altiplano Andino e influenciou todas as outras que vieram depois, inclusive os Incas.
Apesar de vários saques que ocorreram na época da colonização da américa, muita coisa foi recuperada, incluindo as ruínas, monolitos, totens, cerâmicas, símbolos, etc. O mais interessante é conhecer as tecnologias que eram utilizadas naquela época e as orientações astronômicas, assim como a influência do sol, lua, solstícios e equinócios, em todas as construções.
Sem dúvida um passeio obrigatório para qualquer pessoa que visite a Bolívia...
Voltando a La Paz, pegamos um minibus para Copacabana às 17h, na frente do cemitério, chegando lá às 21h30. Durante o trajeto temos que atravessar o lago Titicaca em uma balsa. Na verdade, o minibus atravessa na balsa e as pessoas em um barquinho. O barquinho chegará a Tiquina antes da balsa, mas não se preocupe que ela também chegará, mesmo se demorar um pouco. É preciso prestar atenção no minibus pois atravessa somente um por vez, sua bagagem estará nele e você precisará embarcar novamente para chegar a Capacabana.
Copacabana tem alguns atrativos turístico, mas o principal dele é a Isla del Sol.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Uma Viajem a Coroico pela Rota Antiga
Ir de La Paz para Coroico é uma mudança e tanto. Saímos de 3.600 metros de altitude até o Cumbre, que fica a 4.600m, e depois descemos a 1.200m no pé da cordilheira, subindo novamente para 1.600m. A aventura começou quando fomos contratar a van para nos levar até lá. Todo mundo quer te vender a viagem, e começam a fazer ofertas, oferecer vantagens e discutir na sua frente. A confusão é tanta que você acaba fechando com o que gritar mais alto! :-)
Demos sorte pois o motorista que contratamos conhecia o caminho há mais de 10 anos e, por esse motivo, nos perguntou se queríamos passar pela rota antiga (a nova estrada foi liberada há dois anos), o lendário caminho da morte. Não é qualquer novato que topa fazer esse caminho, e o nosso motorista, mesmo com toda a sua experiência, se benzeu três vezes antes de entrar na estrada. E mais algumas vezes durante a ida, ao avistar certas curvas... :-)
A paisagem é uma loucura, cortando a Cordilheira dos Andes por uma estradinha antiga, de chão batido e pedregulho, onde em sua maior parte só passa um veículo. De um lado um paredão de pedras e do outro um abismo de centenas de metros de altura. Em alguns momentos parece que você está voando, em outros parece que irá despencar. Montanha russa para que? Demos sorte de não encontrar com nenhum outro veículo, rifando quem ficaria do lado do paredão e quem ficaria no abismo, pois hoje em dia ninguém mais é louco de passar por esse caminho, já que existe uma nova estrada muito mais segura. Ninguém?
Durante o trajeto eu ficava tentando imaginar como era antigamente, quando todos (até caminhões) eram obrigados a passar por lá. Tem muitas cruzes e lápides ao longo do caminho, o que indica que nem todos chegavam ao seu destino. O Max fez o trajeto na carroceria de um caminhão, quando criança, e eu só queria estar descendo de bicicleta naquele momento. Por falar nisso, há várias agências que oferecem esse passeio de bicicleta (custa entre 60 e 100 dólares), mas o ciclista tem que se preparar para enfrentar o frio da descida, dos 4.600m para os 1.200m em 4 horas.
Chegando em Coroico, é só curtir um povoado antigo de oito mil habitantes, que fica encravado na montanha, com vista para o vale e os Andes. Lá há várias pousadas e hotéis que são excelentes para quem quer desacelerar a vida e passar uns dias descansando.
Sem dúvidas o trajeto mais... digamos... excitante que fizemos! ;-)
Demos sorte pois o motorista que contratamos conhecia o caminho há mais de 10 anos e, por esse motivo, nos perguntou se queríamos passar pela rota antiga (a nova estrada foi liberada há dois anos), o lendário caminho da morte. Não é qualquer novato que topa fazer esse caminho, e o nosso motorista, mesmo com toda a sua experiência, se benzeu três vezes antes de entrar na estrada. E mais algumas vezes durante a ida, ao avistar certas curvas... :-)
A paisagem é uma loucura, cortando a Cordilheira dos Andes por uma estradinha antiga, de chão batido e pedregulho, onde em sua maior parte só passa um veículo. De um lado um paredão de pedras e do outro um abismo de centenas de metros de altura. Em alguns momentos parece que você está voando, em outros parece que irá despencar. Montanha russa para que? Demos sorte de não encontrar com nenhum outro veículo, rifando quem ficaria do lado do paredão e quem ficaria no abismo, pois hoje em dia ninguém mais é louco de passar por esse caminho, já que existe uma nova estrada muito mais segura. Ninguém?
Durante o trajeto eu ficava tentando imaginar como era antigamente, quando todos (até caminhões) eram obrigados a passar por lá. Tem muitas cruzes e lápides ao longo do caminho, o que indica que nem todos chegavam ao seu destino. O Max fez o trajeto na carroceria de um caminhão, quando criança, e eu só queria estar descendo de bicicleta naquele momento. Por falar nisso, há várias agências que oferecem esse passeio de bicicleta (custa entre 60 e 100 dólares), mas o ciclista tem que se preparar para enfrentar o frio da descida, dos 4.600m para os 1.200m em 4 horas.
Chegando em Coroico, é só curtir um povoado antigo de oito mil habitantes, que fica encravado na montanha, com vista para o vale e os Andes. Lá há várias pousadas e hotéis que são excelentes para quem quer desacelerar a vida e passar uns dias descansando.
Sem dúvidas o trajeto mais... digamos... excitante que fizemos! ;-)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Mochilada em La Paz
A melhor forma de conhecer um lugar é caminhar, e foi o que fizemos no segundo dia em La Paz. Saímos do Loki Hostel de manhã bem cedo. O Loki é um hostel para mochileiros, simples, barato, limpo e seguro, frequentado por pessoas de todas a partes do mundo, onde encontramos também vários brasileiros.
O Max nos levou a vário lugares interessantes da cidade, começando pela Calle Jaen, onde há vários museus, que infelizmente estavam fechados na segunda-feira. Mas como estávamos com nosso amigo, boliviano nato, conhecemos várias estórias, lendas e fatos históricos dos locais por onde passamos, uma aula e tanto!
Então encontramos aberto o Museu Musef. Já valeu a caminhada. Ele relata boa parte da cultura boliviana, através de elementos como máscaras, tecidos, cerâmicas, penas, rituais e costumes daquele povo. É impressionante como há ainda hoje uma cultura muito forte e marcante, que pouco sofreu influências modernas globais. Suas tradições ainda estão preservadas.
Saindo do museu fomos em um quiosque e provamos o api rojo (bebida quente feita de milho) e um pastel de queso. Na ida para a Plaza Murillo, onde se encontram o Palacio Quemado (presidencial), o Palacio Legislativo e a catedral, encontramos vários policiais preparados para fechar as ruas, pois é lá o lugar onde as manifestações públicas mais acontecem. Depois fomos para a Plaza do Monolito, uma réplica de um templo de Tiwanaku, que fica em frente ao estádio de futebol mais temido pelos brasileiros, o Ernando Siles.
Caminhamos muito até chegar em um mirante onde pudemos admirar o majestoso Illimani, uma montanha nevada de mais de 6.700 metros de altura, que fica na cordilheira oriental. Ele pode ser visto de praticamente qualquer lugar da cidade, mas encontrar um lugar para tirar boas fotos vale a caminhada.
Depois de almoçar empanadas, subimos o morro e fomos caminhar por algumas ruas temáticas de La Paz, a primeira foi a Calle Llampu, onde se comercializam roupas, depois a Calle Salmón, com seus eletrodomésticos, passamos pela Calle Liñares, com eletrônicos de todo o tipo (me arrependi de ter comprado memórias e baterias no Brasil, pois é muito mais barato), mas tem que abrir o olho com produtos falsificados. Então chegamos na Calle Sagarnaga, a rua que precisávamos ir para comprar o restante do equipamento que faltava para seguirmos nossa viagem e encararmos o Salkantay. Uma rua que vale a pena visitar é onde fica o Mercado de las Brujas, com las Cholas vendendo artesanatos, feitiços, conselhos e outras coisas místicas.
Próximo destino, Coroico, El camino de la muerte...
O Max nos levou a vário lugares interessantes da cidade, começando pela Calle Jaen, onde há vários museus, que infelizmente estavam fechados na segunda-feira. Mas como estávamos com nosso amigo, boliviano nato, conhecemos várias estórias, lendas e fatos históricos dos locais por onde passamos, uma aula e tanto!
Então encontramos aberto o Museu Musef. Já valeu a caminhada. Ele relata boa parte da cultura boliviana, através de elementos como máscaras, tecidos, cerâmicas, penas, rituais e costumes daquele povo. É impressionante como há ainda hoje uma cultura muito forte e marcante, que pouco sofreu influências modernas globais. Suas tradições ainda estão preservadas.
Saindo do museu fomos em um quiosque e provamos o api rojo (bebida quente feita de milho) e um pastel de queso. Na ida para a Plaza Murillo, onde se encontram o Palacio Quemado (presidencial), o Palacio Legislativo e a catedral, encontramos vários policiais preparados para fechar as ruas, pois é lá o lugar onde as manifestações públicas mais acontecem. Depois fomos para a Plaza do Monolito, uma réplica de um templo de Tiwanaku, que fica em frente ao estádio de futebol mais temido pelos brasileiros, o Ernando Siles.
Caminhamos muito até chegar em um mirante onde pudemos admirar o majestoso Illimani, uma montanha nevada de mais de 6.700 metros de altura, que fica na cordilheira oriental. Ele pode ser visto de praticamente qualquer lugar da cidade, mas encontrar um lugar para tirar boas fotos vale a caminhada.
Depois de almoçar empanadas, subimos o morro e fomos caminhar por algumas ruas temáticas de La Paz, a primeira foi a Calle Llampu, onde se comercializam roupas, depois a Calle Salmón, com seus eletrodomésticos, passamos pela Calle Liñares, com eletrônicos de todo o tipo (me arrependi de ter comprado memórias e baterias no Brasil, pois é muito mais barato), mas tem que abrir o olho com produtos falsificados. Então chegamos na Calle Sagarnaga, a rua que precisávamos ir para comprar o restante do equipamento que faltava para seguirmos nossa viagem e encararmos o Salkantay. Uma rua que vale a pena visitar é onde fica o Mercado de las Brujas, com las Cholas vendendo artesanatos, feitiços, conselhos e outras coisas místicas.
Próximo destino, Coroico, El camino de la muerte...
domingo, 3 de outubro de 2010
La Paz - A Cidade dos Paceños
Chegamos em La Paz na manhã do domingo, o sol nem havia nascido ainda. Estava muito frio, abaixo de zero, e ainda no ônibus tivemos que fazer uma operação para vestir o restante das roupas que tínhamos nas mochilas. Em Cochabamba conseguimos conversar com o nosso amigo Max Glaser, que foi nos buscar, juntamente com a Claudia Chavez, no terminal de buses em La Paz em torno de 6h. Então fomos para o apartamento do Max onde pudemos tomar um banho e provar um chá quente, para começar a acostumar o organismo com a altitude.
Ainda pela manhã fomos fazer um passeio turístico pela parte central da cidade, com aqueles tradicionais ônibus panorâmicos (vale muito a pena). Então deu para começar a entender porque a cidade tem esse nome. Os paceños, como são chamados quem nasce em La Paz, são muito tranquilos, vivem uma vida gostosa, sem pressa, e sem violência ou maldade, numa cidade que é diferente de qualquer outra que conheci.
La Paz fica em um vale, cercada de montanhas por todos os lados, e sua altitude varia entre 3.000 e 4.000 metros, talvez por isso as pessoas sejam calmas, pois não dá para correr em um lugar assim. É ela que divide o altiplano andino e a cordilheira andina oriental, um espetáculo! Clima de deserto, durante o dia a temperatura é agradável, entre 14º a 24º, e a noite zera.
Durante a tarde pegamos o mesmo ônibus turístico para fazer a outra parte do passeio, no lado sul e baixo da cidade, a 3000 metros. Um dos momentos desse passeio é uma visita ao Vale de La Luna, que, como o nome sugere, tem uma paisagem totalmente "extraterrestre", com erosões formadas pela ação dos ventos e chuvas.
À noite a cidade é um espetáculo a parte, parece que tem um cinturão de estrelas ao redor dela, devido aos paredões (montanhas) totalmente tomados por casas. São espécies de favelas, mas sem o estigma e a violência que elas tem para nós brasileiros. O engraçado disso é que a melhor vista da cidade está justamente com a população mais pobre que mora nos paredões, enquanto a população de mais alta renda se concentra no vale.
Sem dúvidas uma cidade que dá vontade de morar e vale uma visita mais prolongada...
Ainda pela manhã fomos fazer um passeio turístico pela parte central da cidade, com aqueles tradicionais ônibus panorâmicos (vale muito a pena). Então deu para começar a entender porque a cidade tem esse nome. Os paceños, como são chamados quem nasce em La Paz, são muito tranquilos, vivem uma vida gostosa, sem pressa, e sem violência ou maldade, numa cidade que é diferente de qualquer outra que conheci.
La Paz fica em um vale, cercada de montanhas por todos os lados, e sua altitude varia entre 3.000 e 4.000 metros, talvez por isso as pessoas sejam calmas, pois não dá para correr em um lugar assim. É ela que divide o altiplano andino e a cordilheira andina oriental, um espetáculo! Clima de deserto, durante o dia a temperatura é agradável, entre 14º a 24º, e a noite zera.
Durante a tarde pegamos o mesmo ônibus turístico para fazer a outra parte do passeio, no lado sul e baixo da cidade, a 3000 metros. Um dos momentos desse passeio é uma visita ao Vale de La Luna, que, como o nome sugere, tem uma paisagem totalmente "extraterrestre", com erosões formadas pela ação dos ventos e chuvas.
À noite a cidade é um espetáculo a parte, parece que tem um cinturão de estrelas ao redor dela, devido aos paredões (montanhas) totalmente tomados por casas. São espécies de favelas, mas sem o estigma e a violência que elas tem para nós brasileiros. O engraçado disso é que a melhor vista da cidade está justamente com a população mais pobre que mora nos paredões, enquanto a população de mais alta renda se concentra no vale.
Sem dúvidas uma cidade que dá vontade de morar e vale uma visita mais prolongada...
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Coroico - El camino de la muerte
Como não pode deixar de ser, o nosso roteiro inclui uma passada de 4 à 5 dias em La Paz. E nesta passagem ganharemos um novo integrante, nosso querido amigo Max Glaser. Contextualizando, eu conheci o Max, um boliviano muito simpático e amigo incrível, há 10 anos quando estive na Alemanha para fazer um estágio. Desde esta época mantemos contato. Na Alemanha, ele se tornou o "responsável" pela organização das nossas viagens de final de semana, pois não tínhamos tanto know how e o Max conhecia todos os esquemas. Agora contamos com ele novamente para incrementar nosso roteiro de La Paz. Ele nos indicou o Hostel Loki e um passeio muito curioso, que não tínhamos pensado: Coroico - El camino de la muerte.
Quando vi as fotos fiquei encantada com a paisagem, cheia de cachoeiras e montanhas e entusiasmada em passar por um lugar tão inusitado. E como o próprio site diz: "Um lugar relaxante, onde se pode beber algumas caipirinhas na piscina."
Mas por que "camino de la muerte"? Porque tem uma média de 20 mortes a cada quilômetro de rodovia. Então se não quiser ir de carro, minibus, é possível fazer o trajeto de bicicleta (95km de La Paz).
Entonces: !Buen Viaje!
Quando vi as fotos fiquei encantada com a paisagem, cheia de cachoeiras e montanhas e entusiasmada em passar por um lugar tão inusitado. E como o próprio site diz: "Um lugar relaxante, onde se pode beber algumas caipirinhas na piscina."
Mas por que "camino de la muerte"? Porque tem uma média de 20 mortes a cada quilômetro de rodovia. Então se não quiser ir de carro, minibus, é possível fazer o trajeto de bicicleta (95km de La Paz).
Entonces: !Buen Viaje!
Postado por
Rafa Bazzanella
às
22:29
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